Vi tantas postagens sobre Jesus não ter nascido em dezembro, que fico me perguntando se é importante esta questão. Para mim NENHUMA.
O porque disto são discussões que tentam explicar cientificamente,
astrologicamente, sei lá. Não é minha praia.
Mas as explicações que encontrei para isto são:
Baseado no Evangelho
de Lucas que diz que, na noite do nascimento, havia pastores nos campos
cuidando de seus rebanhos. Porém, segundo esses pesquisadores Dezembro na
região de Belém é inverno, uma época de chuvas fortes e, ocasionalmente, neve. E
esses pastores costumavam deixar as ovelhas ao ar livre do final da primavera
até o início do outono (março a outubro). No auge do inverno, os animais
ficavam recolhidos em currais ou cavernas para fugir do frio.
E 25 de dezembro? . A Bíblia não menciona uma data
específica. A escolha do dia 25 de dezembro ocorreu cerca de 300 anos depois de
Cristo, principalmente por uma estratégia da Igreja Romana que queria substituir
festas pagãs. No Império Romano, o
solstício de inverno era celebrado com a festa do Natalis Solis Invicti
(Nascimento do Sol Invicto) e as Saturnais
E assim para facilitar a conversão dos povos, a Igreja
"cristianizou" a data, substituindo a celebração do Sol pelo
nascimento daquele que chamavam de "A Luz do Mundo".
Sobre os Reis Magos a bíblia não diz que eram três, assumiram
esta numeração porque receberam 3 presentes ouro, incenso e mirra.
Magos (Magi): No grego original, o termo refere-se a sábios,
astrônomos ou conselheiros da Pérsia. Eles estudavam os astros para prever
eventos políticos.
Quanto a Estrela de
Belém, astrônomos modernos sugerem que a
"Estrela" pode ter sido uma conjunção planetária rara (como Júpiter e
Saturno se alinhando). Cálculos astronômicos dessas conjunções apontam anos
como 7 a.C. ou 2 a.C., geralmente ocorrendo entre a primavera e o outono,
reforçando que o nascimento não foi no inverno.
Outro fato em que reforçam sobre a data de nascimento de Cristo, foi o Censo de Herodes. O Evangelho de Lucas menciona que Maria e José foram a Belém por causa de um recenseamento. Historicamente, era muito improvável que um governo fizesse um censo no inverno, pois as estradas ficavam intransitáveis e o povo não conseguiria viajar longas distâncias com frio e chuva.
E em Mateus, cap 2-11 diz “Entrando na casa, viram o menino
com Maria, sua mãe, prostrando-se, o adoraram e lhe ofereceram presentes: ouro,
incenso e Mirra. Mas em Lucas 2:7 menciona manjedoura.
Então concluíram que Jesus nasceu provavelmente na primavera
ou outono.
No fim das contas, a data de 25 de dezembro é mantida mais
pelo seu valor simbólico e teológico do que pela precisão histórica.
E daí esta discussão. Porque não discutem porque não vivemos
realmente esta celebração. Para quem celebra ou acredita, a precisão do
calendário acaba sendo secundária diante do significado espiritual e humano da
data.
Se cada pessoa vivesse o espírito dessa celebração que em sua essência fala de esperança,
humildade e renovação o impacto no mundo
seria muito maior do que qualquer debate sobre astronomia ou história. O que importa é o espirito além da data, é o
acolhimento, a humildade, será que não percebem se nascemos numa manjedoura ou
se numa cama nos lembra que o que é valioso nem sempre é luxuoso.
No final das contas, como dizem muitos, se a celebração não
transformar o coração de quem a pratica, ela vira apenas um feriado no
calendário. O "nascimento" passa a ser algo interno e contínuo.
Porém independente de religião ou época do ano é fascinante
ver a luz que nasce na escuridão. Uma candeia, (lamparina para mineiros) já faz
uma enorme diferença.
Todo ser humano tem uma necessidade profunda de celebrar a
vida e a união
Veja o que pesquisei e percebo que todos tem um significado
especial:
1. Diwali (O Festival das Luzes) - Índia
Celebrado pelos hindus, o Diwali não tem nada a ver com o
Natal histórico, mas tem o mesmo propósito espiritual.
A essência: Celebra a vitória da luz sobre as trevas e do bem
sobre o mal.
A prática: As pessoas decoram suas casas com lamparinas de
óleo, trocam doces e, o mais importante, perdoam dívidas e mágoas antigas para
começar o ano novo com o coração limpo. É o "espírito de Natal"
aplicado ao perdão.
2. Hanukkah (Festa das Luzes) - Judaísmo
Embora ocorra perto de dezembro, seu significado é sobre a
resistência e a fé.
A essência: Celebra o milagre do azeite que deveria durar um
dia, mas durou oito.
A prática: O foco é a família e a educação dos filhos na fé e
na caridade. É uma celebração de que, mesmo quando parece que "não há o
suficiente", a fé multiplica os recursos.
3. O Conceito de "Ubuntu" - África Subsariana
Embora não seja um festival com data fixa, o Ubuntu é uma
filosofia que personifica o "viver em celebração".
A essência: "Eu sou porque nós somos".
A prática: É a crença de que a generosidade e a compaixão
devem ser o estado natural do ser humano. Se cada um vivesse o Ubuntu, o
espírito de fraternidade seria diário, e não apenas sazonal.
4. Nowruz (Ano Novo Persa) - Ásia Central e Irã
Acontece no equinócio de primavera (março).
A essência: É o renascimento da natureza.
A prática: Antes do festival, as pessoas praticam o
Khouse-Tekani (literalmente "sacudir a casa"), que é uma limpeza
profunda — não só física, mas mental. Eles tiram o que está velho para deixar o
novo entrar, muito parecido com o sentido de renovação do nascimento de Jesus.
O que todas elas têm em comum?
Todas essas tradições, assim como o Natal, convergem para
três pilares que qualquer pessoa, independente de fé, pode praticar:
A Luz: Sair da ignorância ou do egoísmo.
A Mesa: O ato de compartilhar o alimento com quem se ama (e
com quem precisa).
O Recomeço: A certeza de que sempre é possível nascer de novo
em atitudes.
E continuando na pesquisa sobre pilares, encontrei:
Três pilares simples para manter esse espírito vivo,
sem depender de dezembro:
1. A "Manjedoura" Diária (Simplicidade)
O nascimento de Jesus em um lugar simples ensina que o
essencial não precisa de luxo.
Na prática tente encontrar alegria nas coisas pequenas — um
café com um amigo, um elogio sincero a um colega de trabalho ou o silêncio da
manhã. Reduzir a importância do "ter" e focar no "ser" é
viver o Natal o ano todo.
2. O Papel dos "Magos" (Generosidade de Tempo)
Os magos viajaram de longe para oferecer o que tinham de
melhor. Hoje, o nosso bem mais precioso não é o ouro, é o tempo e a atenção.
Na prática: Estar presente de verdade quando alguém fala com
você. Desligar o celular por 10 minutos para ouvir alguém que está passando por
um momento difícil é um "presente" muito mais potente do que algo
comprado em uma loja.
3. A Estrela Guia (Propósito)
A estrela servia para orientar o caminho. Na correria da
vida, a gente costuma andar "no automático" e esquece para onde está
indo.
Na prática: No final de cada dia, pergunte-se: "Eu fui a
melhor versão de mim hoje? Deixei o dia de alguém um pouco mais leve?".
Ter essa "estrela" ética nos guiando transforma nossa maneira de
tratar as pessoas.
Lembrei do livro Confissões de Santo Agostinho!
VOU LEVAR
PARA A MINHA VIDA E/OU ME FAZER LEMBRAR SEMPRE!







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